Criticando Bar da Nalva
Você chega lá, caro leitor, e não dá nada. Parece só mais um daqueles bares que se aproveitam do fato de estarem perto da Lapa para drenar os clientes que vazam pelas bordas da Mem de Sá. Mas persevere. O Bar da Nalva, na Rua Silva Romero, tem encantos próprios. Que começam pela proprietária. Imigrante, Nalva Gomes virou dona de botequim meio que por acaso. Anos atrás, quando chegou ao Rio vinda de Pernambuco, arrumou emprego num bar, logo ali do lado. Foi ficando, foi ficando, acabou virando chefe. Com outros sócios, alugou também a loja do lado, cresceu e se estabeleceu. Hoje o bar grande, com mais de 40 mesas e recentemente reformado, lota de quinta a domingo. Daquele jeito típico de botequim da Lapa: com muito vaivém, gente bebendo em pé e uma programação intensa de música ao vivo. A casa - também conhecida como Ladeirinha - já virou referência para quem gosta de correr a cidade atrás de boas e novas rodas de samba e choro. Não é lugar para quem quer paz, evidentemente. Mas, no meio do burburinho e dos engradados de cerveja empilhados, tem comida também. E da boa. A isca de carne-seca empanada, para mim, é a melhor opção. Mas o excelente pastel de camarão e a coxinha farta e caprichada mostram que, definitivamente, ali não é um boteco qualquer.
Bar da Nalva