Criticando Bar da Frente
Era uma vez uma menina chamada Mariana, que não gostava de camarão. Então, Dona Valéria, que além de sua dedicada mãe era cozinheira de mão cheia, inventou o "fofinho", um delicioso acepipe com formato divertido e queijo na receita, tudo para escamotear o sabor do bicho e convencer a filha a comer. Deu tão certo que a curiosa invenção saiu da memória afetiva da família e hoje está nas mesas do Bar da Frente, o boteco que Valéria e Mariana tocam desde o ano passado no ponto onde antes havia o Aconchego Carioca, hoje funcionando na calçada em frente. Frequentadoras assíduas e amigas dos donos do Aconchego, mãe e filha sempre acalentaram, entre uma cerveja e outra, o sonho de ter um bar. Quando souberam da mudança, não pensaram duas vezes. Compraram o ponto e assumiram o desafio de criar um cardápio de petiscos com a mesma qualidade daquele que o precedeu. Conseguiram. E ainda foram além. Digo isso, caro leitor, porque o fofinho de camarão, ainda que espetacular, nem é o carro-chefe dessa casa que tem um comboio de atrações tão divertidas quanto deliciosas. Ainda me salivam as papilas, por exemplo, ao lembrar do bolinho de camarão em $de coco verde que servem por lá. Ou do bolinho de arroz de puta, à base de linguiça, molhadinho na mostarda. Isso sem falar no croquete, cujo recheio de estrogonofe a gente come esfregando numa cumbuca de batata palha. Criatividade pura, a preços módicos e com boa carta de bebidas. Um dos garçons, aliás, faz drinques do arco da velha que nem estão no cardápio. É só negociar.
Bar da Frente