Criticando Yalla by Amir
Filhote do festejado árabe Amir, o Yalla by Amir, aberto na saideira de 2009, no Leblon, não é para qualquer um: o novo espaço (aliás, espaço é o que menos tem ali) é do tipo moderninho (acho que é síndrome do ponto) e em nada lembra a matriz do Lido. Nem qualquer outro árabe do Rio. Por trás de tudo está Yasmim Habre (e sócios), filha dos Amir, o que é bom por um lado e nem tanto por outro. Para começar, o Yalla é um árabe express, feito e pensado para oferecer refeições rápidas. Tanto que todos os pedidos são servidos em embalagens plásticas de viagem (que ideia!). É comida para ser curtida em pé, pelo caminho ou encostada nos carros e árvores da badalada Dias Ferreira. Tudo no melhor estilo "somos jovens". Há mesinhas na calçada também, poucas e pequenas, mas estão lá para quem quiser comer (nós quisemos). Ah, os talheres são de plástico. Mas as taças (Alah, meu bom Alah!) são de vidro, felizmente. O Yalla instalou-se na minúscula loja onde já estiveram o Ateliê Culinário e o Pop Fish. Coisa de 30 metros quadrados. Mas, incrível, coube tudo ali: o espeto giratório do shawarma (que recheia o kebab no pão folha, a R$ 18), a cozinha de onde saem quibes, esfihas e faláfels divinos (R$ 6, a porção de três); a vitrine refrigerada com saladas frescas (tabule, fatouch e cuscuz marroquino, ótimo, a R$ 11), doces e ainda um balcão com banquinhos voltado para uma parede de espelho, que pode não ser uma boa ideia no caso de se estar empunhando um shawarma caprichado no molho. A nova empreitada dos Amir me faz pensar numa versão árabe dessas redes de temaquerias que se espalharam pela cidade. Talvez a ideia seja essa, pipocar Amir pelo Rio, o que é ótima pedida. Afinal, o Yalla tem o que poucos têm: já no nome, exibe a chancela Amir. Só isso já justifica qualquer esforço ou eventual desconforto. Da próxima vez, já sei: vou ali, encho o meu carro de embalagens e volto para curtir no aconchego do meu lar. Com tudo em cima.
Yalla by Amir