Criticando Nori
A casa é um filhote do Origami, japinha que há tempos funciona no Shopping da Gávea. O Nori também se instalou em um shopping, o do Leblon, bem na zona do agrião. Mas até dá para ter uma relativa privacidade procurando (e encontrando vagas) as mesas mais protegidas do agito, na área interna da casa, de onde - ufa! - se vê a Lagoa. E assim, graças ao visual, aos parceiros de hashi, às compras arrematadas pelo caminho e aos pratos bacaninhas que dividimos, dei uma de João Gilberto e "não queria ir embora". Gostei do burburinho. O Nori é um japa que se destaca dos demais pela cozinha quente, especialmente pelas robatas, os espetinhos que são feitos na grelha diante de todos que passam (e como passam). Há versões simples - cebola, brócolis, berinjela, cogumelos e queijo coalho (de R$2 a R$9,60) - e incrementadas - atum com gergelim (R$6,20), camarões empanados (R$13,20) e lulas (R$7,20). E, no mais clássico estilo churrasquinho da esquina, também estão lá os espetinhos de carne (R$3,20) e frango (R$2,40). Além da grelha, tem ainda os quentes que saem da cozinha: risoto de lula com arroz preto e aspargos frescos al dente (R$33,70), salmão com pupunha (olha ela aí) e mix de cogumelos perfumado com limão (R$36,80) e ainda camarões com molho de capim-limão acompanhados por risoto tailandês (R$59,70). E, para fechar, tepan-yakis, as grelhas que vão à mesa (me sujo toda!) com camarões, postas fumegantes de peixes ou mistas (de R$23,30 a R$46,90). No mais, o cardápio do Nori traz o de sempre, com o mérito de ter peixes fresquíssimos e cortes mais carnudos. Daí, os sushis e sashimis dali são acima de qualquer suspeita. Suspeito mesmo, só o ponto. Mas, sinceramente, não chega a desafinar. Nem uma nota só.
Nori