Criticando Do Horto
Sempre gostei das casas que Graça Tanaka inventou pela cidade. Não só pela qualidade de seus comes e bebes, como pela decoração criativa, que misturava baldes de plástico, bacias, papel de presente etc. Uma a uma, porém, essas casas fecharam as portas ou mudaram de mãos. A ausência que me deixou mais triste foi o Da Graça, no Horto, que reunia tudo que Graça sabe fazer com uma localização incrível, numa rua com cara de interior e frequentadores cosmopolitas, de cidade grande. Há pouco tempo, porém, reencontrei o Da Graça com outro nome: Bar do Horto. Proprietária do imóvel, Samantha Rodrigues resolveu manter a casa funcionando (antes, porém, passou uns bons meses fechada, uma pena). Assim, ela conservou iguais a decoração e o menu, com pequenas alterações em ambos. Mais importante: Samantha manteve a equipe afinadíssima que fez a fama da casa. Na noite em questão, o clima era o descrito acima: carinha de interior com gente cosmopolita. Fazia frio, mas as mesinhas da calçada estavam todas ocupadas. Os bolinhos de arroz arbóreo com ervas e parmesão (R$ 23, seis unidades, sensacionais) e os pastéis de tapioca com recheio de camarão e Catupiry (R$ 24) são do cardápio de sempre. Os pastéis de bobó de camarão (R$ 20) são mais recentes, mas igualmente deliciosos. E a caipisaquê de caju (R$ 16) vai me fazer voltar lá.
Do Horto