Criticando Le Baroque
Já tinha ouvido falar do Le Baroque. Mal. Um dizia que a comida era pouca para o preço; a outra, que faltavam itens do menu. Desanimei. Na semana passada, porém, fui parar lá por acaso. Estava a caminho de um bar em Copa com um amigo que mora fora. O pouso, tido como seguro, estava fechado. Resolvi fingir que tinha um plano B e sugeri o novo bar de tapas de Ipanema, torcendo com fervor para que tudo houvesse mudado. Encontramos um bar/restaurante bonito, música no volume correto, TVless . Gostei. Um pequeno salão com mezanino, ambos decorados com bom gosto, e um terraço adorável, com vista para o Cristo - o que mais poderíamos querer? Serviço atencioso, boa comida, drinques bacanas... essas coisas. E tivemos tudo isso. Apesar de uma certa demora, os comes estavam impecáveis. Entre os tapas , pimentões confitados com ervas aromáticas e amêndoas (R$ 8,50), rolinhos de berinjela recheados com queijo de cabra sobre cubos de tomate fresco (R$ 11), camarão empanado com amêndoas e gergelim (R$ 12) e outras delícias. Para beber, caipis (R$ 16, com vodca ou saquê; R$ 15, com cachaça) e drinques como o Afrodisiac (vodca Skky, xarope de frutas vermelhas, Cointreau, limão e molho inglês, a R$ 18) e o Vento Divino ( grappa , manjericão, uva e limão, a R$ 19). A noite, de riso solto e celebração da amizade, foi temperada por bons álcool e comida (repito a pergunta: o que mais alguém, em sã consciência, pode querer?). Agradeci aos deuses por, ao menos naquele comecinho de semana, meus amigos estarem enganados.
Le Baroque