Resumo Grand Cru - Ipanema
Inaugurada em outubro de 2009, a Grand Cru de Ipanema é um misto de importadora de vinhos e restaurante. No primeiro andar, a loja conta com uma adega climatizada, composta por cerca de 1.500 rótulos, além de um lounge dedicado à degustação. Já no restaurante, situado no segundo andar da casa, os clientes podem saborear o escalope de mignon e tagliatelle aos molhos cabernet e camembert; o pernil de cordeiro com risoto de coalho e banana da terra; e a tilápia ao purê de inhame, pesto e noz pecan; entre outros pratos. E graças a uma máquina que injeta gás carbônico nas garrafas abertas, evitando a oxidação, a casa pode oferecer alguns de seus rótulos em taças. A Grand Cru de Ipanema ainda traz para seus clientes toda sua carta em iPad, com sugestões de harmonização, informações sobre cada um dos rótulos da adega e comentários deixados por outros clientes. » Críticas Profissionais Luciana Fróes 19:23h | 08.ABR.2010 Um banquete que entrou para a (minha) história Foi numa das mesas do Grand Cru Bistrot - meio loja, meio "restô", instalado hoje no antigo endereço do chef Oliver Cozan, em Ipanema - que aprendi que uma refeição nos tempos da Corte Portuguesa, especialmente as servidas na casa de Dom João VI e dona Maria Leopoldina, tinham serviço com nada menos do que 30 pratos. Eu já sabia que sempre rolava frango, a paixão do rei, mas não que nosso nobre glutão era também tarado por uma manga. Quem recheou meu jantar de causos ótimos foi a pesquisadora Ana Roldão, historiadora portuguesa, que semanalmente harmoniza História do Brasil com vinhos portugueses e pratos do Império. Ou, como me corrigiu Ana, faz uma "maridagem", que é como os portugueses chamam harmonização. Já aderi. O programa - e juro de pés juntos - não é maçante, desinteressante ou entediante. Muito pelo contrário: os vinhos são bons, os pratos são vistosos e gostosos, os doces são irrecusáveis, os convivas são alegres e interessados, e ainda tem as histórias da Ana, que dão a tudo um sabor especial. Desconhecia metade do que "digeri" naquela noite. Além disso, as companhias de Dom João VI e dona Maria Leopoldina foram das mais agradáveis. Diante das farófias com amêndoas (tipo de ovos nevados), salivei por Leopoldina, que era fissurada pelo doce. E brindei ao seu bom gosto com um Porto. Mas não é sempre que a nobreza baixa por ali. O menu histórico acontece somente às quartas-feiras e custa em torno de R$ 165 (com três pratos, sobremesa e vinhos). O cardápio do próximo encontro já foi escolhido: será dedicado ao apetite de Carlota Joaquina (as farófias serão servidas novamente). Para além deste evento especial, porém, o bistrô tem vida e cozinha próprias. Na semana passada, debai$de um dilúvio colossal, ancorei ali e não arredei pé até estiar... Ficamos nas novas mesinhas do térreo, separadas das prateleiras de vinhos por um balcão de madeira. Dava para sentir o perfume das uvas de onde estávamos. E também para escolher os rótulos que mais nos agradaram. Com preço de loja e dica do sommelier. Enquanto as águas rolavam, comemos o trio de crepes - lula, camarão e lagostim -, panquequinhas com molho gratinado (R$ 28) e o suflê de bacalhau leve, que veio num >sav<ramequim estufadinho e fumegante (R$ 27). Dividimos depois a espetada de frutos do mar - cherne, polvo, lula, camarão e pimentão salpicados de flor de sal - com legumes grelhados al dente (R$ 54). E elegemos o branco Colinas São Lourenço, vinho modesto de cifra idem: R$ 55, a garrafa, ou R$ 14, a taça. E paramos aí. A chuva também. A maridagem foi sob medida. ver todas as críticas
Grand Cru - Ipanema