Criticando Forneria São Sebastião
Quando estou sem planos de voo, com agenda livre, leve e solta, circulo pela cidade e, quando vejo - pronto-, num piscar de olhos (e de lanternas do meu carro) lá estou eu chegando na Forneria, casa que já teve Rogério Fasano como um dos donos (na verdade, ela é filial da paulista San Paolo) e há tempos está em outras mãos. É pouso certo para refeições despretensiosas e gostosas, a qualquer hora do dia e da noite. Nas minhas muitas investidas ali, jamais comi mal. Também nunca vi o serviço desandar (garçons e maître trabalham sem se fazer notar), o papo não render ou a conta atravessar. Aí, claro, eu volto. Além do mais, costumo esbarrar com novidades no cardápio ou com algo que está ali há tempos, mas não vi. Ou mesmo me deparar com os pratos de sempre, que chegam igualmente gostosos, independentemente do dia e da hora. Não é todo lugar que serve o mesmo, do mesmo jeito. É mérito de poucos. Sugiro começar pelo trio de crostini (pão de miga torradinho) coberto com tartare de salmão, de carne e de atum. Para quem curte tartare, é entrada estimulante (R$ $24). Meu prato principal foi sugestão do maître: lasanha vegetariana (R$ 33). Estava adorável, com fatias al dente de abobrinha e berinjela, rodelas derretidas de mozarela de búfala (búfala mesmo!), pesto de manjericão e molho de tomate adocicado e delicado. Depois, é salpicar com parmeggiano fresco. O linguado veio em posta firme, cheio de sabor, acompanhado de risoto de limão-siciliano (R$ 44). Gostoso como o óli de massa leve, com recheio de pato e molho rôti com mel (R$ 35). Mas simpático mesmo é o sistema da conta, que traz os 10% da taxa de serviço em nota separada, quantia essa que é, de fato e direito, repassada para a turma do salão. Parece incrível, mas nem sempre é assim.
Forneria São Sebastião