Criticando Astor
O que me consolava nos dias de calor senegalês que encaramos, que felizmente nos deu trégua, era lembrar que laaaá na reta final do dia ia rolar pôr do sol. Fiz a proeza de testemunhar praticamente todos eles. Funcionava como meu tarja-preta. Tarde dessas, outonal, eu me vi à procura de um lugar onde pudesse conciliar visual, ostras e vinho bacana. Pensei no Satyricon, que não falha, mas o ambiente ali é fechado. E me correu então o Real Astória (casa de cozinha duvidosa, mas de vista garantidíssima). Mas fui informada pelo telefone de que não serviam ostras. O Azul Marinho poderia ser uma opção, mas me lembrei dos banheiros... O Astor foi meu porto seguro. Tinham me contado que a casa estava com novidades. Daí, juntei a fome (de ostras) com a vontade de comer (novidades). E foi o que fizemos, três mocinhas (deselegantes), muitíssimo bem acomodadas na varanda dali. Começamos com o plateau de ostras (R$ 34), e o que mais seria? Chegou com três molhos diferentes, que dispensamos: "ostramaníacas" que somos, declinamos de qualquer "frufru" que esconda o gostinho de mar. As moules et frites dali são feitas com molho delicioso de cerveja Stella Artois (R$ 29,50), em que nos fartamos ao embeber o pão. Das novidades, elegemos um dos "mexidos", servidos em panelinhas creseut . O de frutos do mar foi unanimidade (R$ 18,50). Depois, camarões ao alho e óleo. Bobagem? Que nada: são feitos sem casca e fiquei me perguntando: por que ninguém pensou nisso antes? Recomendo ainda o mix de canapés com torradas fininhas (R$ 29,50) que você pode escolher entre as coberturas de tartare de carne, fatias finas de salmão, rosbife, camarão ou patê da casa (R$ 29,50). E pedimos a conta (em conta) depois do steak tartare com batatinhas soufflé (R$ 35,50). O Sol nem deu as caras e ninguém sentiu falta, prova de que a casa cai bem em qualquer estação. Faça chuva ou sol, no Astor (parece que) não tem tempo ruim.
Astor