Resumo Castelinho do Flamengo
Fosse o Rio Paris, ele seria chamado de "bistrô de bairro". Mas aqui, onde os restaurantes de vizinhança nunca são valorizados se não posarem de chiques e cobrarem preços extorsivos, o Castelinho do Flamengo não passa de uma casa quase esquecida entre uma loja de material de construção e um delivery de pizza numa rua movimentada. Mas que há mais de 30 anos serve uma comida honesta e muitas vezes surpreendente, num clima de restaurante popular que quase não existe mais nessa profusão de bufês a quilo que se tornou o Rio de Janeiro. Apesar do nome, o Castelinho não é nada opulento. A porta de vidro e o ar condicionado não escondem que seus garçons de terno branco puído transitam entre um balcão de tijolinhos - com caixas de laranja e nacos de carne-seca pendurados no teto - e mesas parcamente arrumadas que dificilmente recebem comensais desconhecidos. Mas a clientela cativa conhece bem os segredos do Castelinho. Que começam logo na entrada, com a cestinha gratuita de torradinhas sempre frescas com manteiga. Que podem continuar com surpresas como o ótimo paillard de filé com fettuccine ao molho branco (feito com creme de leite, sem queijo), a lasanha honestíssima que dá para dois, ou ainda os croquetes estilo Casa do Alemão, feitos caprichosamente. E terminar no cafezinho servido de graça. É ou não é coisa de "bistrô de bairro"?
Castelinho do Flamengo