Criticando Real Chopp
Semana que vem, caro leitor, esta coluna celebra seis anos de descobertas etílicas e gastronômicas nos mais improváveis recônditos cariocas. De lá até aqui foram mais de 160 bares. Muitas descobertas, várias apostas, poucas unanimidades e algumas omissões. Que precisam ser reparadas. Uma delas é com uma ex-casa de sucos que virou uma das melhores choperias da cidade: o Real Chopp, em Copacabana. A casa dos patrícios Afonso e Henrique tem uma das chopeiras mais bem tratadas do Rio. Apesar da origem "lanchonética" e das frutas no balcão, o que sai mesmo por ali é suco de cevada: são seis mil litros cremosos por semana, sorvidos por copacabanenses e forasteiros de idades variadas, que enchem o bar de domingo a domingo, chova ou faça sol. Mas a genética ibérica dos sócios fala alto mesmo é na cozinha, que faz sanduíches, aperitivos de boteco e caldos raros de encontrar. Outro dia, comi um feijão-branco com camarão jamais visto. O bolinho de carne é escol, assim como o sanduíche de salaminho e a já famosa picanha na pedra. Para completar, que Afonso e Henrique me perdoem, mas não há como não se divertir com as versões inglesas, literais e hilárias, dos pratos do cardápio, no qual carne de sol com aipim torna-se "broiled meat with fried wheat flour, sweet cassava and onion", e churrasquinho vira "small barbecue".
Real Chopp