Criticando Café del Mar
Desde que me mudei para Copa, ainda não tinha explorado as maravilhas do bairro que nunca fecha. Acostumado a ter poucos bares perto de casa, achava que a vida era assim mesmo. Nã-nã . No final da semana passada, fiz meu primeiro tour exploratório pela área. E comecei pelo Café Del Mar, filial daquele aberto em Ibiza, há 30 anos. Deixe-me confessar: se eu não morasse a uma walking distance, talvez não entrasse. De fora, o Café Del Mar é grande e meio espetaculoso para o meu gosto singelo. Tem moça bonita entregando cartões de consumo. Tem LEDs mudando de cor. Tem um fumoir bacana (opa, gostei!), com vista para o mar. Tem dois andares - restaurante no térreo e bar em cima, com DJs (a marca do original é a música, que já gerou mais de 30 CDs). Não estou acostumado a tanto. Assim que entramos, pensei: "Só vai ter gringo". Nada: numa mesa ao largo, avistei um rosto conhecido. Em volta, gente de todas as idades. Legal, pois detesto lugares onde as pessoas não se misturam. (Nada contra gringos. Meu medo era encontrar um bar meramente turístico.) Comemos tapas . Ótimas, aliás. Provamos as lulas salteadas na manteiga de açafrão com perfume de gengibre (R$ 19), os minicroquetes de queijo com milho fresco (R$ 17) e as patatas bravas (batatas fritas com casca em cubos, com molho picante de tomate e aïoli , R$ 14). Para beber, drinques como o Ballearic Islands (saquê perfumado com flor de laranjeira, uva, rúcula e limão-siciliano, R$ 18). Os garçons, simpáticos, têm as explicações na ponta da língua. Nem parece que abriu há dez dias. Numa cidade que não crê em treinamento, isso é uma bênção... Termino esta coluna pensando em voltar. Bom sinal.
Café del Mar