Criticando Al-Farabi
No domingo, um amigo festejou aniversário na adorável mureta em frente ao igualmente adorável Bar Urca. Foi lá que, entre uma cerveja e outra, soube, por uma amiga, que o sebo Al-Farabi estava com um barzinho fantástico. Seguiram-se elogios à área (a região que vai do CCBB à Praça Quinze), à comida e às bebidas do bar. Como sei que meus amigos tendem a achar que basta um lugar aparecer neste espaço para ser "estragado", fiz cara de paisagem e guardei a informação para mim. E fui conferir. Dei sorte. Primeiro, porque beber e comer entre livros é um dos programas mais bacanas que há. Segundo, porque era exatamente naquele dia que o bar estava inaugurando sua carta de cachaças. Modesta e simpática, mas com surpresas como a Tiquira, aguardente maranhense roxa (!), feita de mandioca (!!), com apenas 22% de teor alcoólico (R$ 50, a garrafa; R$ 4, a dose). A bem da verdade, o Al-Farabi já tinha um café, que funcionava, um tanto meia-bomba, no segundo andar da livraria. Há alguns meses, porém, botou mesinhas na rua e incrementou o menu. Entre os petiscos, empadas abertas de camarão ou carne-seca (R$ 10, seis unidades), lagarto defumado fatiado (R$ 7) e pastéis de costela (R$ 9, seis unidades). Não, não creio que estas palavras consigam "estragar" um lugar tão bacana. Meus amigos, isso sim, é que são alarmistas.
Al-Farabi