Criticando O Original do Brás
Talvez o privilegiado leitor da Zona Sul, especialmente aquele que não concebe atravessar túnel para sentar à mesa de bar, nunca tenha tomado conhecimento. Mas você, leitor da Zona Norte, do subúrbio, certamente já ouviu falar do Original do Brás, em Brás de Pina. Se não ouviu, ouvirá, quando começar a versão carioca do Comida de Buteco, o tradicional festival de baixa gastronomia mineiro que este ano terá uma edição por aqui. E o meu conselho sobre isso é: não ouça apenas. Vá. O motivo que levou o festival a incluir o Original do Brás entre seus concorrentes certamente não foi a tradição. O bar só existe há três anos. Seu espírito, porém, já é o de um medalhão da boemia. A começar pela localização, na gema da Zona Norte. Passa pela ambientação e envereda na vocação musical. O bar é uma homenagem aos sambistas do subúrbio, que, não por acaso, freqüentam muito as suas mesas. Mesas que servem petiscos de primeira. As estrelas são os caldos. Nestes dias frios de inverno, eles fazem espécie. Nas canecas borbulhantes há ervilha, peixe, feijão e uma mistura feita com feijão, ovo de codorna, milho verde e carne-seca. A preços que nunca passam dos R$10. Para aventuras mais consistentes, o angu na cumbuca é excelente opção. Some-se a isso a cerveja estúpida no copinho americano e estamos no paraíso. Visite o blog do Juarez Becoza
O Original do Brás