Criticando Sabor da Morena
Poucos botequins do Rio têm um nome tão apropriado. Afinal, não há definição melhor para a carioca Denise Oliveira do que esta mesmo: uma morena simpática, e que cozinha muito bem. Bar e Restaurante Sabor da Morena, portanto, descreve à perfeição o que é esse pequeno, escondido e femininamente decorado pé-sujo de Botafogo. A casa fica num canto curioso, espremida entre a Praça Capitão Mauro Duarte - que já foi símbolo da violência urbana no bairro e hoje é um cenário quase bucólico - e algumas oficinas mecânicas. Abrigou, ela própria, uma borracharia e uma fábrica de queijos. Virou bar há apenas três anos, mas já entrou para a agenda do samba carioca. Ali, o batuque soa quase todo dia, de segunda a sábado, das 19h às 22h. É música de primeira, assim como a comida, fruto da experiência de Denise nos 15 anos que passou à frente de um restaurante de comida a quilo. Apesar do ambiente despojado, com mesinhas na calçada e artesanato na parede, o cardápio flerta com a sofisticação. O caldinho de camarão com gengibre, por exemplo, é de se afogar (R$8,50, a tigela). Igualmente delicioso é o escondidinho de bacalhau (R$10). E o filé acebolado aperitivo (R$24,80) - prato tão comum quanto sem graça na maioria dos lugares - aqui recebe um tratamento caseiro, que lhe dá outra dimensão. Paulo Thiago de Mello, amigo e conselheiro desta coluna, que o diga... Visite o blog do Juarez Becoza
Sabor da Morena