Resumo Nomangue - Botafogo
O Nomangue de Botafogo realiza a segunda edição do Jantar com o Chef, no qual Vaval circula pelo salão para um bate-papo com os clientes. Além de compartilhar o processo criativo das receitas, Vaval - que é o filho mais velho de Tia Penha, do restaurante de Guaratiba - orienta a harmonização de bebidas. O menu (R$ 45) do evento é composto por suflê de siri, camarões salteados com risoto de manga e alho-poró, e, de sobremesa, musse de coco com calda de cocada preta. Especializada em frutos do mar, a filial do restaurante abriu as portas em Botafogo em 2009. A casa é fiel às receitas do Nomangue da Barra, criado pelo chef Vaval. O restaurante tem como carros-chefe espaguete de frutos do mar, com mexilhão, camarão, polvo e lula, e bobó de camarão. Como entrada, a casa recomenda o pastel de camarão e a casquinha de siri. » Críticas Profissionais Luciana Fróes 16:55h | 27.MAI.2010 Um clássico de Guaratiba agora logo ali, em Botafogo Barra de Guaratiba (que tem pedra em sua topografia) e Pedra de Guaratiba (que não tem pedra alguma, coisa que sempre me intrigou) nunca foram minha praia. Poucas (e boas) vezes comi no Candido's, no 476 (meu preferido na época), na Tia Palmira ou no Bira, os que me lembro melhor. Batia (e ainda bate) preguiça, calor, vontade de beber e não poder... Portanto, festejei ao saber que o Nomangue - da árvore genealógica da família Guaratiba (com e sem pedra) - abrira filial em Botafogo. Verdade que o chef Vaval, ou melhor, Erisvaldo Oliveira, filho mais velho da Tia Penha (bamba no preparo de frutos do mar), já havia aberto um Nomangue na Barra, mas quase na divisa com Jacarepaguá. Foi só há quatro, cinco meses, meio que na moita, que Vaval se chegou: instalou-se num casarão centenário de Botafogo, um pouco apertado, mas capaz de acomodar 70 comensais. Ah, e com televisão só no mezanino (fazer o que nesses tempos de Copa?). Fica porta com porta com o veterano Botequim, num espaço sem vista alguma e desprovido de qualquer charme ou glamour. Mas não dê meia-volta volver, por favor: o trunfo inquestionável do Nomangue é a cozinha. Há tempos andamos carentes de casas de frutos do mar confiáveis. Caldo de mariscos? Moqueca de mexilhões? Vôngole marinado? Ostras estufadas? Toc, toc, toc: só com DNA e atestado de bons antecedentes. O Nomangue tem. Vaval é filho de pescador; já catou muito siri e caranguejo pelos mangues de Guaratiba; aprendeu a cozinhar com a mãe e as "tias" e se aprimorou fazendo um curso superior de gastronomia. Nas cifras, também pega leve. Dá banho em algumas casas do gênero. Exemplo? Um bobó de camarão delicado, farto e gostoso custa R$ 45. E comem dois muito bem. Ou por R$ 20, o prato executivo. Os pastéis de camarão, sequinhos e dourados, só nos saciaram depois de muitas rodadas. Adoráveis (R$ 3, cada), chegam em simpáticas barquinhas de papier maché. A casquinha de siri é outra delícia, acompanhada de farofinha de dendê (R$ 12,50), assim como a moqueca de mexilhão escaldante, que acabou queimando o meu céu da boca. A cozinha de Vaval é segura, resultado de décadas de prática. Não por acaso, o restaurante mal chegou e já levou o título de melhor do Polo Gastronômico de Botafogo. Vaval tem estrada. Literalmente. ver todas as críticas
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