Criticando Gibraltar
Em meio ao bochincho dos bares que rodeiam o Condado de Cascais, galeria comercial no Jardim Oceânico, na Barra, esconde-se o Gibraltar, um adorável restaurante onde come-se e bebe-se do melhor. Pena que poucos cheguem até ali. Mas a simpática atendente nos informou que, em ótima hora, a casa está de mudança para uma loja espaçosa da Érico Veríssimo, ponto mais nobre e tranqüilo. O dono, Rodrigo Ribeiro, sabe tudo de pescados. Durante anos foi sócio do Satyricon. Daí, o forte da casa, naturalmente, são os frutos do mar, frescos, avantajados, que podem ser preparados no carvão. Não é bacana? Como éramos três à mesa, sendo duas moçoilas com uma fome de anteontem, abrimos com o mix de carpaccio de atum, salmão, pargo e robalo, servido com tiras de focaccia quentinhas (R$58), que sumiu em fração de segundos. Pedi um reforço urgente, o mix de bruschetas (mozarela de búfala, tomate e camponata, R$17), enquanto aguardávamos os pratos principais. Recomendo os pães, assados no forno das pizzas. Demais. Como é praxe quando saio com filha & Cia., o sistema que vigora na mesa é o de rodízio de pratos (ou talheres). Daí, passo a falar no plural: comemos risoto de mascarpone com crocante de presunto san danielle(R$48), pargo no carvão com salada verde (R$52) e o lombo (e bota lombo nisso!) de bacalhau gadus morhua com cebola confitada, batatas ao murro e arroz de limão, campeão da rodada (R$66). As sobremesas chegaram com tudo: petit gâteau de limão siciliano fumegante, que demooora... E a telha de canela com frutas do bosque e sorvete de baunilha, de pronto atendimento. Irresistíveis, adoráveis, lindas (R$18). E vai um conselho: até a troca de ponto, faça como nós: vá ao Gibraltar para almoçar ou mesmo para jantar, desde que seja durante a semana. A margem de erro será mínima. Ou nenhuma.
Gibraltar