Criticando Da Gema
Imagine você, caro leitor: quatro amigos, recém-formados em Gastronomia, decidem abrir um novo negócio. Fosse dez anos atrás, a empreitada certamente seria um restaurante, uma delicatessen, um bufê a quilo, talvez. Mas o que os jovens cariocas Carlos, Leandro, Luiza e Carla decidiram fazer assim que saíram da faculdade, no ano passado, foi abrir um botequim. Um botequim mesmo, de esquina, da Tijuca. De porta de ferro e pé direito alto, onde antes havia uma oficina mecânica. Sem frescura nem assessoria de imprensa, mas com planejamento, estratégia, ciência. E muita criatividade também. O resultado é que o Da Gema, inaugurado em fevereiro no coração da Rua Barão de Mesquita, quase no Andaraí, é um dos melhores novos botequins da cidade. Bebendo na mesma fonte que formou o caráter do hoje famoso Original do Brás, de Brás de Pina (Zé Carlos, dono do Original, é padrinho da casa, com direito até a homenagem na parede), o cardápio foi pensado nos mínimos detalhes, com olhos tão gastrônomicos quanto boêmios. O resultado é que, além de cervejas e cachaças de primeira, o Da Gema serve o melhor pastel de feijão do Rio. Seu croquete de carne foge com louvor do estilo "do alemão" que virou moda por aí. A lasanha de jiló já é um clássico da casa, e as batatas portugueses - veja só que boa ideia - substituem a tortilla num nacho de carne e queijo originalíssimo.
Da Gema